
Deixando a “Terra do Nunca”
Mariam passou dez bem vividos anos longe de sua terra natal. De certa forma, foi impelida a voltar. Encontrou velhos amigos e descobriu que alguns, agora, eram apenas velhos conhecidos. Com outros concretizou laços outrora frouxos. Porém, o que lhe trouxe maiores problemas foi a sua inserção em grupos até então desconhecidos...
Quando resolveu treinar vôlei no clube onde passou muito tempo de sua infância e adolescência, sentiu um friozinho na barriga. Conhecia apenas o treinador e um dos garotos. A maioria que lá treinava era meninos e meninas com idade entre 12 e 17 anos. Perto dos 30 anos, Mariam geralmente não tem problemas de conviver com adolescentes. Mas qualquer situação nova que envolva o relacionamento com pessoas desconhecidas, deixa-a ansiosa. Assim, quando chegou, procurou se resguardar. Estando treinando também em outro local, Mariam até que não jogava mal. Por isso, de início, foi bem aceita e sentiu-se mais à vontade para soltar-se. Porém, bastou que ela cometesse alguns erros para que a garotada começasse a reclamar e pegar insistentemente no seu pé...Quebrou-se a harmonia.
Por muitos anos, Mariam fora aquele tipo de pessoa que ouvia desaforos e não revidava. Mas a vida lhe ensinou que a passividade faz mal à saúde. E, embora ela saiba que responder de forma hostil não é o adequado quando se busca o respeito e uma possível mudança da atitude do outro, às vezes ela reage assim perante as provocações dos meninos do vôlei. Depois se entristece com o próprio comportamento. Fica se perguntando como deixa se provocar por esses garotos. Por que se irrita tanto? E enfim, num pensamento típico de adolescente questiona-se: “Por que eu?”.
A resposta às suas indagações não é um mistério. Mariam é de certa forma ingênua: costuma dizer o que pensa. Gosta de relacionar-se com qualquer pessoa. Interessa-se pelo outro, pelo que ele tem de singular. E da mesma forma, ela se entrega. Por que a provocação dos garotos à afeta tanto? Primeiro, porque ela não encontrou a maneira ideal para lidar com eles e, segundo, porque além dela conhecer-se o suficiente para saber que a crítica destrutiva só prejudica seu desempenho, está ciente de que elogiar os acertos, mesmo os mais elementares, é a forma mais eficiente de ensinar, seja um esporte, uma disciplina acadêmica ou qualquer habilidade da educação informal.
Mariam passou dez bem vividos anos longe de sua terra natal. De certa forma, foi impelida a voltar. Encontrou velhos amigos e descobriu que alguns, agora, eram apenas velhos conhecidos. Com outros concretizou laços outrora frouxos. Porém, o que lhe trouxe maiores problemas foi a sua inserção em grupos até então desconhecidos...
Quando resolveu treinar vôlei no clube onde passou muito tempo de sua infância e adolescência, sentiu um friozinho na barriga. Conhecia apenas o treinador e um dos garotos. A maioria que lá treinava era meninos e meninas com idade entre 12 e 17 anos. Perto dos 30 anos, Mariam geralmente não tem problemas de conviver com adolescentes. Mas qualquer situação nova que envolva o relacionamento com pessoas desconhecidas, deixa-a ansiosa. Assim, quando chegou, procurou se resguardar. Estando treinando também em outro local, Mariam até que não jogava mal. Por isso, de início, foi bem aceita e sentiu-se mais à vontade para soltar-se. Porém, bastou que ela cometesse alguns erros para que a garotada começasse a reclamar e pegar insistentemente no seu pé...Quebrou-se a harmonia.
Por muitos anos, Mariam fora aquele tipo de pessoa que ouvia desaforos e não revidava. Mas a vida lhe ensinou que a passividade faz mal à saúde. E, embora ela saiba que responder de forma hostil não é o adequado quando se busca o respeito e uma possível mudança da atitude do outro, às vezes ela reage assim perante as provocações dos meninos do vôlei. Depois se entristece com o próprio comportamento. Fica se perguntando como deixa se provocar por esses garotos. Por que se irrita tanto? E enfim, num pensamento típico de adolescente questiona-se: “Por que eu?”.
A resposta às suas indagações não é um mistério. Mariam é de certa forma ingênua: costuma dizer o que pensa. Gosta de relacionar-se com qualquer pessoa. Interessa-se pelo outro, pelo que ele tem de singular. E da mesma forma, ela se entrega. Por que a provocação dos garotos à afeta tanto? Primeiro, porque ela não encontrou a maneira ideal para lidar com eles e, segundo, porque além dela conhecer-se o suficiente para saber que a crítica destrutiva só prejudica seu desempenho, está ciente de que elogiar os acertos, mesmo os mais elementares, é a forma mais eficiente de ensinar, seja um esporte, uma disciplina acadêmica ou qualquer habilidade da educação informal.
Nenhum comentário:
Postar um comentário